quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Escolinha ou babá?

Se tem um assunto que gera discussões intermináveis e controvérsias entre mães, é a dúvida entre escolinha infantil ou babá. O meu voto é óbvio: escolinha. Mas não pode ser qualquer escolinha. Tem que ser pensado, tem que visitar várias, tem que avaliar quais serão os critérios levados em conta:

1) Perto de casa, perto do trabalho, ou perto da casa da vovó? (assim ela busca quando estamos enrolados);
2) Escola de grande, médio ou pequeno porte?
3) Custo;
4) Linha pedagógica.

Eu adoro babás. Juro, eu tive até meu filho completar 1 ano, e minha filha teve até os 9 meses. É uma ajuda e tanto! Uma tranquilidade de saber que seu bebê está no conforto do seu lar, tranquilinho, perto do bercinho dele, dos brinquedinhos dele, da banheirinha dele. Isso é muito gratificante. Em eventos como festas de aniversário, batizados, almoços comemorativos, a babá torna tudo mais fácil. Você pode receber as pessoas com calma, enquanto alguém vai trocando as fraldas, dando papá, essas coisas obrigatórias - e muito gostosas - que, durante uma festa, podem atrapalhar o anfitrião.

Mas aí, depois de 9 meses/1 ano, o bebê já é outro bebê! Ja engatinha, pega as coisas, locomove-se com facilidade, coloca o dedo na tomada 1 milhão de vezes, coloca tudo que vê na boca, entre outras curiosidades. Aí, na escolinha, o bebê vai ter um espaço 100% seguro de brincar, brinquedos adequados ao seu tamanho, convivência com outros bebês, o que ajuda muito no desenvolvimento.


A casa da gente é um ambiente altamente perigoso para uma criança! Tem risco de queimadura, choques, quedas, cortes... E esses riscos aumentam conforme a criança vai ganhando independência dos movimentos. Por isso, sou a favor da escolinha a partir de determinada fase. Eu não teria coragem de esperar até os 3 o 4 anos para colocar na escola. Opinião pessoal minha.
Uma criança de 2 anos, indo para os 3, já é tão esperta, tão capaz! Já é capaz de se comunicar com desenvoltura, negociar, contar histórias, inventar, entender enredos, observar livros, fazer desenhos mais complexos! Para que deixar uma criança capaz de aprender muita coisa, dentro de casa à mercê de DVDs animados e de uma babá?
As escolas te dão avaliação de desenvolvimento, dão feedbacks sobre os comportamentos de seu filho. Muitas oferecem avaliações periódicas com fisioterapeutas; aulas de música; teatro; danças; trabalhos artesanais. Isso tudo é tão rico para as crianças!
Os valores são os mesmos para uma babá - cada vez mais caras - e uma escola! Por isso, opto pelo lugar onde os filhos estão mais seguros - se é para ficar longe dos olhos dos pais, que estejam sob olhares atentos de pedagogos e berçaristas preparados - e mais abertos a novas experiencias educativas.
Escolha com calma, pergunte tudo que quer saber para a Diretora, entenda e compreenda os valores que a escola passa aos alunos, com relacao a todos os assuntos. Assim, você verá se o perfil da escola é mais proximo do seu como educadora.
Observação relevante: a obrigação de educar é DOS PAIS e nao da escola. O trabalho é conjunto. Mimar os filhos em casa porque na escola eles tomam a correção, é a maior bobagem. Pode parecer clichê, mas "quem ama, educa". "quem ama impoe limites". Eu adoro saber que sou o porto-seguro de meus filhos, pois quando erram, sabem que terão consequencias, e por isso podem tentar, pois alguem estará do lado apontando o caminho e corrigindo se necessário.
Ai ai. Essas esponjinhas... Como é prazeroso ensinar uma criança! Amo!

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